Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Pensei que...

Sempre estudei que os dias de verão são maiores. Pois acho que não. Estes dias têm sido pequenos, passam a voar. Quando penso que ainda estou na manhã já é tarde... Se julgo ser ainda seis horas já são oito e por aí...

São dias que passam a correr e eu, de pernas cansadas, não consigo apanhar.
São dias bons cheios de Pulgas a saltar, casa desarrumada, brinquedos espalhados.
Mas falta-me tempo. A minha empregada veio engomar na passada quinta e ainda tenho a roupa toda para colocar nos sítios, a propósito algum voluntário ou também estão atarefados?
Enfim, dias de verão e, a saber, eu sou assumidamente uma amante do verão mas ele tira-me o fôlego de tanta paixão.

Fotografia: desde a Pontinha (ou doca) a ver a baía do Funchal

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Porque estou em retiro espiritual

Cansada...por isso a meditar...e esta paisagem é um encanto e um canto sossegado que convida à meditação.
E, depois, uma segunda-feira assoberbada de tarefas...

Fotografia: Ponta de São Lourenço, sendo que este mar é um colírio para olhos cansados.

domingo, 2 de julho de 2017

Ai domingo! Ai destino! Ai corpo partido!

E a calmaria "estalou-se" (como diria um aluno meu se estivesse aqui a escrever) ...
Hoje, avó e Pulgas jazem a lastro nos canapés da sala, em cima do tapete ou no chão extremo... Ontem foi noite grande.
Começámos por ver Zambujo, sentado numa cadeira, soltando acordes que aprecio mas Pulgas não. Ao fim de cinco minutos se pudessem mandavam o Zambujo cantar o "bailhinho" ou a Mula da Cooperativa para poderem dar largas às canelas. Mas não, Zambujo continuou nas suas melodias independentemente se se gosta ou não, e já Pulgas pediam para ir ver o C4 Pedro que é, por assim dizer, mais a onda delas.

Depois de escarreirarem pela Avenida do Mar e ementes Zambujo não cantava "o pica do sete" esta aqui foi entoando as canções, mas assim que "O pica" chegou trouxe a Maiveilha para cantar, e os outros continuavam nas carreiras.

Rápido para o carro e C4 esperáva-nos em Câmara de Lobos.
Só que não! Ele ainda estava no camarim a fazer as trancas (piadinha foleira) e a atar os atacadores das sapatilhas e demorou. Avança então uma fartura para ajeitar o estômago. Sim que o jantar já estava assim a modos que pronto a desfazer-se.
Pela meia noite entrou em palco. A partir daí foi a loucura, já nada foi como dantes! A pica "estalou-se" e toca a kizombar até às duas da manhã.
Rásparta este tipo de música que nos faz mexer sem querer e afugenta o sono dos olhos. E eram braços no ar, pernas a saltar, cabeça a rodopiar, ancas a bambolear. Só sei que não preciso de ir à aula de ginástica no próximo mês para poder juntar todos os cacos do meu corpo e colá-los. Estou assim a modos que partida!

sábado, 1 de julho de 2017

Pois então, bom fim de semana, amor electro e frango podre

Feriado mal-injusto aqui na Madeira. Hoje é o Dia da Região Autónoma da Madeira, mas também é sábado, fim de semana e como tal para muitos o feriadinho passa ao lado. Mas não importa daqui a dois anos será uma segunda-feira e aí sim vamos gozá-lo na sua plenitude.
Ora bem, falemos de ontem. Sexta-feira, dia de concentração de amigos e familiares para em romaria rumármos ao concerto dos Amor Eletro. Tudo topi, tudo legau, uma boa onda, com muitas enerrrrgias positxivas como dizem os nossos irmãos portugueses do Brasil.
Falemos do jantar! Ai esse malvado!
Como sabem é tradição nos arraiais madeirenses comermos espetada com bolo do caco e beber vinho com laranjada. Mas, muitas vezes, a carne é tão rija tipo sola de sapato que optamos pelo frango assado. Ora bem, pedimos três frangos para alimentar doze bocas, para começar...
De três comemos um dois foram devolvidos. Veio outro.. Foi devolvido...outro, devolvido... Enfim... Mas quem é que comia frango podre? Que  cheiro, que sabor, que nojo... Como é possível?
Ainda a empregada recomendou  chicharros.... Nem pensar... Era para hoje estarmos com uma coceira nas urgências do hospital.

Fotografia: este bolo do caco foi comprado num super, somente fiz a manteiga d'alho e coloquei o chouriço porque uns gostam com manteiga outros com chouriço. Avó sofre!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

À espera que acabe...e como sempre tão confusa!

Os santos populares é uma quadra muito vivida cá na região. É a altura em que bandas do continente (que antiganente nem sabiam que existiam uma ilha portuguesa chamada Madeira e as cúpulas não apostavam na vinda até cá) vêm e, é uma roda viva de eventos com as bandas do momento.
Ora, esta rapariga que vos escreve nunca teve a oportunidade de ver ao vivo as pessoas que conhecia de ouvido.
Por isso não tenho sossego nesta cabeça já de si desassossegada. E é ir a todas como diz o José Malhoa.
Mas vejam o meu azar. Meu e de muitos...
A Madeira é pequena, toda a gente sabe disso, mas leva tempo nas distâncias. Como os santos fazem anos no mesmo dia as festas são coincidentes, não é verdade? Atão os artistas convidados estão cá nos mesmos dias.
Ontem fui ao Diogo Piçarra em Câmara de Lobos, já não fui à Rosinha em São Jorge nem ao Lucas e Mateus na Ribeira Brava.
Hoje uma dúvida m'atormenta. A Aurea vai cantar em Câmara de Lobos os Amor Electro na Ribeira Brava. Nem de avião nem nas costas do Batman se vejo os dois concertos.
Dúvidas só dúvidas....dividida sem saber o que escolher! Dúvidas de quem aproveita tudo porque é à  borla.

Fotografia: esta escriba até tira fotografias à propaganda no diário da região para não ter de fixar na memória...

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Férias são férias e geralmente a concretização dos sonhos

Farta de esperar pela sorte e pelos milhões que andam por aí a apregoar que vai sair a quem tenta a sorte vou dar uma volta a esta vida. Sou rapariga de ideias fixas e se me mete uma daquela difíceis não descanso sem tentar - pelo menos tentar, obter.
Foi isso! Meteu-se-me na cabeça que este ano vou cruzeirar. Porque é algo que adoro, porque não sei lá se vou estar aqui por mais anos! E pensar em mim em nós também é um dever.
Deu-me uma febre e enquanto ela esteve alta - e foi nestes dias que girei o globo, que pesquisei um cruzeiro maneirinho e fiquei embeiçada por um.
Um sonho desde há muito guardado nas gavetas e que de um momento para o outro tomou forma. Era uma formiga depois centopeia e tornou-se num dinossauro.

Sabem que daqui do Funchal partem muitos cruzeiros, esqueçam esses, pois que de ilhas estou farta. Sabem também que há países que nos tocam seja pelo estilo de vida seja pela riqueza arquitectónica. Foi juntando esses dois ingredientes que me apaixonei pelas Capitais Bálticas.
É uma pipa de massa, mas para que quero o dinheiro?

Fotografia: e depois recebo estes cartões que me fazem sentir especial. Da Maiveilha