Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
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quarta-feira, 19 de julho de 2017

É exactamente assim...

Eu até não queria mas não consegui sair da loja sem este sombreiro e as pantufas a fazer conjunto.
Eu resisti, digo de verdade, mas não sou de ferro e assistir a umas lamúrias não é o meu género. Eu só queria as sandálias, mas o chapéu também veio. E agora andam de mão dada comigo. Para não se perderem.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Peço desculpa, peço imensa desculpa...

... não tenho tido vagar para andar nestes cantos, recantos e encantos.  Sou uma ingrata, pois recebo os meus amigos em casa e nem falo com eles nem os visito, sou a modos que uma rapariga que neste momento anda com a cabeça no ar a planear férias, a limpar o bordel, a escafiar, plantar e arranjar a suíte presidencial porque vou ter família em casa.
Peço desculpa, mas luto diariamente com o tempo e esse malvado leva vantagem e ri-se de mim e da minha fragilidade.
Prometo aqui e agora que vou voltar a ser aquela rapariga que salta de um blogue para outro como se tivesse molas nos pés. Prometo que vou dar corda nas botas e descolar ideias para que possa voltar a ser aquela miuda que vos chateia até aos ossos, mas neste momento estou numa de lutar com o tempo. Não me abandonem que eu sem vocês fico perdida.
Prontus, tinha de me desculpar por não me verem por aí.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

A verdadeira banana madeirense

Há quem diga que "banana é banana e ponto final". Errado. Há bananas e há bananas. Há grande e há pequena há grossas e finas, com muitos fiapos e com poucos com muitas num cacho e cachos com poucas.

Por cá, no meu rural, a tradicional é a banana-prata. E perguntam vocês que tipo de banana é? Eu digo, afinal estou aqui para vos ensinar a distinguir bananas.
Banana-prata é pequena - mede entre dez a quinze centímetros, pouco calórica e os cachos são pequenos.

Se adoram bananas mas não querem deitar corpo ou seja engordar comam banana prata, desta podem comer até um cacho inteiro.
Entenderam a diferença entre banana e banana?

Fotografia: banana-prata acabada de ser colhida pelo mê senhor.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

A espuma dos meus dias

O melhor é mesmo sentir a alegria que estas Pulgas facultam em cada dia. Uma benção.
É a minha fortuna. Não há dinheiro no mundo que substitua a felicidade por ter três diabetes que me fazem sentir que vale a pena viver cada momento.

domingo, 9 de julho de 2017

No alto do pico do Pico Ruivo do Paul da Serra

E, ontem, subi até ao alto do pico. Aquele ponto branco na primeira fotografia é o mê Gugu. Valente. Foi à frente a abrir caminho.
E quem sobe 700 metros desce os mesmos...mas para baixo todos os santos ajudam, não é? Ajudam ajudam, mas a empurrar...
E a giesta e as silvas...ai as malvadas que arranham o corpo.
Depois, o sol que fervia como água quente a tornar mais difícil a caminhada.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Equilibrando

Se há coisas que faço com uma perna às costas é mesmo equilibrar.
Hoje na aula de ginástica de manutenção o professor dizia:
- Olha ali como ela consegue se equilibrar bem - referindo-se à minha posição de equilíbrio numa só perna. É que nem mexe, nem balança!
Senão vejamos:
Nasci com dois olhos, duas orelhas, duas narinas, dois lábios tudo numa questão de equilibrar a cara. Equilibrei-me dentro do saco antes de nascer, devido a ter o cordão à volta do pescoço. Comecei a andar há sensivelmente 61 anos, depois de me pôr em pé sem baloiçar, e que para manter o equilíbrio só se levanta um pé se o outro estiver bem assente no chão, canão vai-se de trombas ao chão, até rimei. Ora isto só se consegue com perseverança e equilíbrio, não as rimas, entenderam mal, o andar...

Quando passei a usar óculos equilibrava-os no nariz. E descobri que se tivesse uma orelha era difícil o equilíbrio. Perfeitinha e grau de dificuldade acima do normal. Quando comecei a namorar equilibrava as mentiras com as verdades, a modos que a tentar um meio termo e a manter em pratos iguais os estudos com os namorados. E o fiel sem pender... Casei e passei a equilibrar as finanças. Desde aí o jeito ficou.

Presentemente, bebo sempre dois copos de vinho para manter o equilíbrio.
E admira-se o professor como consigo equilibrar este corpo lindo e simétrico numa só perna. Difícil...

Fotografia: Aquintrodia a arrumar uma bolsas descobri estas relíquias...

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Pensei que...

Sempre estudei que os dias de verão são maiores. Pois acho que não. Estes dias têm sido pequenos, passam a voar. Quando penso que ainda estou na manhã já é tarde... Se julgo ser ainda seis horas já são oito e por aí...

São dias que passam a correr e eu, de pernas cansadas, não consigo apanhar.
São dias bons cheios de Pulgas a saltar, casa desarrumada, brinquedos espalhados.
Mas falta-me tempo. A minha empregada veio engomar na passada quinta e ainda tenho a roupa toda para colocar nos sítios, a propósito algum voluntário ou também estão atarefados?
Enfim, dias de verão e, a saber, eu sou assumidamente uma amante do verão mas ele tira-me o fôlego de tanta paixão.

Fotografia: desde a Pontinha (ou doca) a ver a baía do Funchal

sábado, 1 de julho de 2017

Pois então, bom fim de semana, amor electro e frango podre

Feriado mal-injusto aqui na Madeira. Hoje é o Dia da Região Autónoma da Madeira, mas também é sábado, fim de semana e como tal para muitos o feriadinho passa ao lado. Mas não importa daqui a dois anos será uma segunda-feira e aí sim vamos gozá-lo na sua plenitude.
Ora bem, falemos de ontem. Sexta-feira, dia de concentração de amigos e familiares para em romaria rumármos ao concerto dos Amor Eletro. Tudo topi, tudo legau, uma boa onda, com muitas enerrrrgias positxivas como dizem os nossos irmãos portugueses do Brasil.
Falemos do jantar! Ai esse malvado!
Como sabem é tradição nos arraiais madeirenses comermos espetada com bolo do caco e beber vinho com laranjada. Mas, muitas vezes, a carne é tão rija tipo sola de sapato que optamos pelo frango assado. Ora bem, pedimos três frangos para alimentar doze bocas, para começar...
De três comemos um dois foram devolvidos. Veio outro.. Foi devolvido...outro, devolvido... Enfim... Mas quem é que comia frango podre? Que  cheiro, que sabor, que nojo... Como é possível?
Ainda a empregada recomendou  chicharros.... Nem pensar... Era para hoje estarmos com uma coceira nas urgências do hospital.

Fotografia: este bolo do caco foi comprado num super, somente fiz a manteiga d'alho e coloquei o chouriço porque uns gostam com manteiga outros com chouriço. Avó sofre!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

À espera que acabe...e como sempre tão confusa!

Os santos populares é uma quadra muito vivida cá na região. É a altura em que bandas do continente (que antiganente nem sabiam que existiam uma ilha portuguesa chamada Madeira e as cúpulas não apostavam na vinda até cá) vêm e, é uma roda viva de eventos com as bandas do momento.
Ora, esta rapariga que vos escreve nunca teve a oportunidade de ver ao vivo as pessoas que conhecia de ouvido.
Por isso não tenho sossego nesta cabeça já de si desassossegada. E é ir a todas como diz o José Malhoa.
Mas vejam o meu azar. Meu e de muitos...
A Madeira é pequena, toda a gente sabe disso, mas leva tempo nas distâncias. Como os santos fazem anos no mesmo dia as festas são coincidentes, não é verdade? Atão os artistas convidados estão cá nos mesmos dias.
Ontem fui ao Diogo Piçarra em Câmara de Lobos, já não fui à Rosinha em São Jorge nem ao Lucas e Mateus na Ribeira Brava.
Hoje uma dúvida m'atormenta. A Aurea vai cantar em Câmara de Lobos os Amor Electro na Ribeira Brava. Nem de avião nem nas costas do Batman se vejo os dois concertos.
Dúvidas só dúvidas....dividida sem saber o que escolher! Dúvidas de quem aproveita tudo porque é à  borla.

Fotografia: esta escriba até tira fotografias à propaganda no diário da região para não ter de fixar na memória...

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Férias são férias e geralmente a concretização dos sonhos

Farta de esperar pela sorte e pelos milhões que andam por aí a apregoar que vai sair a quem tenta a sorte vou dar uma volta a esta vida. Sou rapariga de ideias fixas e se me mete uma daquela difíceis não descanso sem tentar - pelo menos tentar, obter.
Foi isso! Meteu-se-me na cabeça que este ano vou cruzeirar. Porque é algo que adoro, porque não sei lá se vou estar aqui por mais anos! E pensar em mim em nós também é um dever.
Deu-me uma febre e enquanto ela esteve alta - e foi nestes dias que girei o globo, que pesquisei um cruzeiro maneirinho e fiquei embeiçada por um.
Um sonho desde há muito guardado nas gavetas e que de um momento para o outro tomou forma. Era uma formiga depois centopeia e tornou-se num dinossauro.

Sabem que daqui do Funchal partem muitos cruzeiros, esqueçam esses, pois que de ilhas estou farta. Sabem também que há países que nos tocam seja pelo estilo de vida seja pela riqueza arquitectónica. Foi juntando esses dois ingredientes que me apaixonei pelas Capitais Bálticas.
É uma pipa de massa, mas para que quero o dinheiro?

Fotografia: e depois recebo estes cartões que me fazem sentir especial. Da Maiveilha

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Preparando o destino das minhas férias de verão


Agarro no globo terrestre coloco-o na mesa, faço-o girar e de olhos bem abertos vejo passar países que adorava visitar. Escandinávia, Rússia, Madagáscar, América, Canadá. Depois, de olhos fechados para dar seriedade ao momento, imagino-me nesses países enquanto ele rodopia sem parar. De dedo esticado preparo-me para baixar e peço os anjos e arcanjos que concedam o desejo...
Ao fim de várias voltas e assim que baixei o dedo parou. Abri os olhos.
Nem queria acreditar! Os astros conspiram para me atazanar o juízo. Jámé.
Irritada, meto-o debaixo do braço e volta novamente ao quarto escuro até aprender a satisfazer os meus desejos como se fosse uma bola de cristal.
Estapilha, rásparta esta sorte que tenho nos dedos.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Eu sou daquelas que..

Faço parte da confraria das amantes de sapatos, mas isso é de domínio público, toda a gente sabe isso excepto os que não sabem.. E brota logo uma paixoneta se vejo uns que me agradam. Sou, como dizia a minha a tia-velha", como o padre nabiça tudo o que vê cobiça" mas só cobiço sapatos nada de pensamentos extravagantes nem fora de contexto...
Depois é a vergonha de estar sempre a olhar para eles, de passar a língua na montra, de colocar as mãos na vitrine numa espera desesperante que eles saltem para os meus braços para aquecermos a paixão que está no forno.

Andei a calcorrear a cidade na esperança de encontrar aquele amor de verão que sonhei durante o inverno e na primavera decidi que tinha de ser meu antes que chegue o outono. E ontem vi-os nos pés de uma rapariga! Malvados. Nem esperaram por mm, agarraram-se à primeira  é que chegou. E eu aqui com tanto  o amor  para  a dar! Bandidos! Vão ficar de olho à banda  quando me virem enlaçada num outro qualquer, vou fazer ciganas, inveja aos outros de não terem sido meus! Vão-se arrepender quando já de bico aberto passarem por mim e eu, "oh, pra mim toda linda e vistosa, e tu aí já com a biqueira  fora de de cena". Sou uma Imelda Marcos em larga escala, não tenho é a fortuna dela, mas não importa, tenho sapatos sapatinhos, sapatões, sapatilhas, pantufas...
Eram a minha cara, embora não tenha cara de sapato.
Amante sofre!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Férias

As minhas Pulgas estão de férias e nem sabem o que fazer. Julgo que querem fazer tudo num só dia.
Senão vejamos: o rapaz deita-se a lastro no sofá, vai à rua dá uns pontapés na bola, joga ténis, anda de bicicleta, sobe vai à cozinha trinca uma maçã, ouve um raspanete porque não tirou a casca nem lavou.
As meninas dedicam-se aos trabalhos manuais. Baixinha vai à rede, abana-se num vai-vem a alta velocidade, sobe vai à cozinha come uma banana, ouve um raspanete porque acabara de trincar uma maçã, desce, dá umas pinceladas no trabalho, sai à rua, senta-se na rede, levanta-se, a outra briga com os irmãos, vai à cesta dos vernizes, escolhe o verniz  vermelho-vivo, ouve um raspanete, escolhe outro, pinta as unhas, senta-se no sofá que entretanto vagou que o mainovo foi apanhar pitangas. A Maiveilha pinta o frasco mas quer que seque rapidinho, vai à casa de banho traz o secador de cabelo, deixa as portas dos armários abertas, ouve um raspanete, sobe, fecha o armário, briga com os irmãos, leva mais um raspanete porque deixou as minhas botas a meio da sala
E hoje é ainda o primeiro dia....

sábado, 24 de junho de 2017

Ver a sombra

É tradição aqui, no meu rural, na noite de São João ir ver a nossa sombra na água. Reza o mito que se não a virmos não chegaremos ao próximo São João.
Sei que é superstição, mas o hábito fica enraizado nas pessoas e é vê-las na ponta do cais a fazer brincadeiras para a água na esperança de ver a sua sombra sem dúvidas. Os mais antigos fazem solenemente esta tradição e até contam que fulano, filho de beltrano, irmão do sicrano não viu a sua sombra e morreu antes do são João seguinte.

Não sou de superstições mas antes prevenir que remediar e ontem pelas cinco e meia da manhã, estava a dormir...de repente acordo a me lembrar que não tinha visto a sombra. Corro à cozinha, encho uma panela com água e ponho a cabeça em cima dela, abano para um lado, abano para o outro, levanto baixo para ter a certeza que aquela sombra era a minha mesmo estando sozinha.
Até para o ano...

Fotografia: Caniçal, ponta este da ilha da Madeira

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Vim de cesta cheia

Fui à horta (àquela que anda esquecida e que tenho descuidado a sua limpeza, rega e tratamento), e vim de coração cheio. Na cesta onde coloquei salsa, couve, pimpinela, tomate cacho, além dos que a foto reproduz: tomate cereja e tomate lagartixa, trouxe também uma certeza: mesmo que eu não cuide a natureza segue o seu ritmo. E eu agradeço...

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Tenho de falar com ela mais vezes. Ela levanta-me o ego

As avós de agora são as raparigas do meu tempo de menina e de escola. Não nos encontrámos como mães mas reencontramo-nos como avós. Olho para as minhas amigas e vejo o quanto estamos fofinhas, redondas, rugosas, esbranquiçadas ou com tinta castanha, preta e as mais extravagantes de vermelho, mas felizes claro, a correr atrás dos netos.

Ora estava eu a "meter na jaca" (o mesmo que enfardar/comer) e olho para uma - a mais redonda de todas - comendo do mesmo...não do mesmo mas igual ao que eu estava a comer e, em jeito de brincadeira, digo-lhe: "Hoje ninguém se pesa. Proibido. E não há-de fazer mal, não achas? É por eles."
- Ah, pois tu queixas-te! ? Tu podes comer de tudo que não engordas, estás magra; sempre te conheci assim, eu é que sou uma bola, sempre fui gorda.
- Ó rapariga tens falta de vista! Eu engordei 10 quilos.- digo-lhe.
- Engordaste o quê, onde é que está "essa gordura". E mirava-me de cima abaixo com ar de de que diz: "parva, depois de velha deu-lhe. Eu é que sou gorda. Vê-se que quer tirar-me o lugar! ".
Ora bem, ou ela tem falta de vista agora ou tinha na adolescência! É que engordei dez quilos que por mais que os esconda eles fazem questão de me lembrar que estão embutidos por este pedaço de corpo acima!

Depois disto, e como ela disse que não estou gorda (cegueta ela, caramba!) sabem o que fiz? Vinguei-me nas batatas fritas, por todas as vezes que me apeteceu devorar uma saca de quilo delas e não o fiz para não ganhar umas gramas. Sim, e também mostrar ao mê Gu-gu que sou mais rápida que ele na devoragem e, por isso, assentamos praça na mesa dos salgados.
Já agora vou ali buscar um saco daquelas de presunto...

Fotografia: Massaroco, planta endémica da região, no Pico do Areeiro.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Tudo o que desce sobe tudo o que entra sai

Nestes últimos dias tenho rido muito, foi um fim de semana recheado de boas energias, família reunida, passeios pela ilha, mas...
Tudo o que desce sobe tudo o que entra sai. O avião que desceu e pousou na quinta levantou hoje e os que entraram na minha mansão saíram. Entraram quatro numa assentada e hoje foi dia de despedida. Tudo o que entra sai e leva um pouco de nós.

É mais forte do que eu e ainda não consigo despedir-me sem derramar aquele líquido precioso que Nero guardava numa pipeta. Assim que o avião levanta baixa uma corrente delas.
Agora só, orgulhosamente, só vou entreter-me a limpar, sacudir, esfregar e resta-me pouco tempo para brincar. Só assim esqueço que durante uns dias fui mãe-pata com os patinhos atrás.

Fotografia: Ponta de São Lourenço, península a este da ilha da Madeira, onde se avista a sul as Desertas e a norte a ilha do Porto Santo

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Para onde é que ela vai?

Chego à lavandaria e vejo a máquina de lavar roupa - a tal que faz tudo desde esticar a encolher - a correr. Esperei para ver o jeito dela e pensei cá comigo: "deve ir à tasca do Bexiguento mas está, redondamente, enganada". Não que eu não permita, por mim até pode, mas ainda não a vi dar grandes passeios, só de aqui para ali e mainadinha".
Deixei um instante mais, sempre atenta a ela, não vá a estapilha da máquina meter-se a descer três lances de escadas.
Esperei. Enquanto pôde lá foi a toda a velocidade até que parou.
- Paraste? - Perguntei-lhe. - Tens medo. Ah, atão era isso!- Ainda lhe disse.
E voltei a chamar à atenção da menina e a ameaçar que é a última vez que vou buscá-la à porta da entrada e a dar-lhe a mão até ao sítio de onde nunca devia ter saído.
"Agora de castigo vais lavar enquanto não chega o dia do Juízo Final e sem sair do lugar, canão...."
Nem lhe disse que depois da afronta de borrar os meus lençóis brancos de rosa choque, de ter encolhido um casaco que eu estimava tanto e que nem nos nenucos das minhas Pulgas serve, além de ter perdido meia dúzia de meias e cuecas que estou a pensar em mandá-la a Marrocos que fica mesmo em frente à minha casa, numa viagem sem camebaque (em inglês, pelise).
Mas ela nem sonha!

quinta-feira, 15 de junho de 2017

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Segunda volta. Outra vez os óculos! Ai vida minha!

Ontem foi a vez do passaporte pois daqui a dias vou precisar e o que tinha estava caducado.
Em chegando ao sítio a mesma coisa por causa dos óculos. Desta vez ripostei menos e convenci de que é um documento que não uso tanto que não faz diferença. Mas antes contei-lhe do sucedido e da minha pega de caras com o touro, perdão, com a simpática menina, rimo-nos e até acrescentei que nasci sem dentes e sem cabelo ...e que a resposta do "adereço" referente aos óculos não me caiu bem no estômago.
Desta vez tirei os óculos e com a recomendação que "pode sorrir não pode é mostrar os dentes".
Quer dizer uma p' ssoa gasta dinheiro para ter uns dentes lindos e não pode mostrar? Arranja o cabelo e pedem-me para afastar da cara? Que cena é esta?
Coloquei-me sem óculos, sem dentes e sem cabelo em frente à máquina.
- Tá a ver o círculo vermelho? Pergunta ela.
- Não senhora. - resposta seca.
- Não vê um círculo vermelho aí em cima!? - Já admirada.
- Não menina, não vejo. Como quer que veja sem óculos? - digo. Riu-se.
Depois...
- Veja se a foto está boa. E assine nesse papelinho que está por baixo. - Pede ela já a rir...
- Espere, vou pôr os óculos. Eu devia mazera assinar sem eles postos para verem o que acontece.
- Ah, senhora que coisa horrorosa! Parece que estou morta, desfalecida devia ter dado pó de arroz e umas rosas vermelhas nas cachadas.... Que horrível: sem óculos, sem dentes e sem cabelo....pareco uma morta! Credo, almas do céu!
- Tiramos outra, então?! - Pergunta a rir.
- Olhe deixe assim. Que pode piorar!
Olhei para a fotocópia do passaporte, caramba, aquela não sou eu: branca, arregalada, sem feição, lábios cerrados, esta pode figurar na minha campa, pois é assim que vou para a outra banda. Como sabeis, ir eu vou mas contrariada e aos empurrões.
Farta farta saí a rir com a minha Pulga - a Maiveilha que a saber com aparelho nos dentes está fora de questão uma fotografia para passaporte.